A misoginia na internet cresce assustadoramente no Brasil. O ódio virtual contra as mulheres envolve discursos encabeçados por figuras públicas, a exemplo do período de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro que instigou ataques contra as mulheres por meio de discursos, piadas ofensivas, discriminação, violência de gênero, profusão de fake News. Segundo relatório do laboratório de internet, SaferNet Brasil, as denúncias saltaram de 961 casos em 2017 para 28,6 mil em 2022, ano eleitoral, um crescimento de 30 vezes em cinco anos.

Gráfico Jornal FSP 23/01/2024
Existem grupos especializados em ataques na internet com incitações de violência física e psíquica, de acordo com levantamento do Ministério das Mulheres. Em um dos casos, principalmente, no Youtube são mais de 80 canais propagadores de conteúdos contra as mulheres e que são monetizados. Para combater tais crimes, ainda em outubro de 2023, o Ministério lançou a iniciativa “Brasil sem Misoginia”, uma proposta de enfrentamento e mobilização social por todo o país.
Um dos casos emblemáticos e que resultou em um bárbaro assassinato foi o de Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte na cidade de Guarujá, litoral paulista, em 2014. Ela foi vítima de uma notícia falsa divulgada no Facebook que a confundia com uma suposta sequestradora de crianças envolvendo rituais de magia negra.
Participe da mobilização digital: #BrasilSemMisoginia


