É direito de cidadãs e cidadãos conhecerem as propostas de cada candidato e candidata. O que defendem, como se posicionariam em situações adversas como a que vivemos.
O debate fundamental, entretanto o que temos visto é a falta concreta de oportunidades para o aprofundamento no que realmente interessa.
Propostas por vezes sem fundamento não ajudam em nada.
Aqui em Curitiba teremos 16 candidaturas à prefeito/a. O correto seria haver um solteiro e cada emissora faze-lo em dois dias.
No atual formato, não há tempo suficiente e os novos candidatos, que ainda não sao conhecidos pela população, estarão sempre em desvantagem.
Pela legislação, o programa de governo de cada partido deve ser protocolizado junto com a inscrição da chapa, mas tornou-se um ato, para muitos, puramente burocrático, com propostas superficiais, descabidas, sem indicar como serão concretizadas.
Ainda assim, é um instrumento importante da democracia que tem que ser aperfeiçoado.
*Mírian Gonçalves é advogada, mestra em Direito das Relações Sociais pela UFPR, diretora do do Instituto Declatra e foi vice-prefeita de Curitiba entre 2012 e 2016.


